quarta-feira, 2 de maio de 2012

Apresentação

Negros, canais, lagoas e outras imagens periféricas, um projeto de pesquisa e extensão patrocinado pela Uneal (Universidade Estadual de Alagoas) através da Pró-Reitoria de Extensão (Pró-Ext), é um projeto de exposição fotográfica montada a partir da seleção de imagens desfocadas das atuais dominâncias simbólicas das imagens de Sol e Mar, o qual,  que tem como o seu principal objetivo,  a provocação da abertura de um campo de visibilidade e de memória de diferentes roteiros geográficos, eventos, culturas populares e manifestações religiosas. O somatório destas imagens, existindo em demasia pelas Alagoas, até a presente data têm sido preteridas e soterradas em decorrência da dominância de um roteiro imagético permanentemente saturado por um campo simbólico inflacionado pelos registros das imagens de Sol e Mar.
Explicitando os movimentos, do projeto inicial de realizarmos uma exposição fotográfica, ao entrarmos em relação com o nosso material de pesquisa, as fotografias, aos poucos nos veio a idéia de dividirmos o mesmo em dois momentos: o primeiro, a construção de um blog, para somente a partir daí, já tendo sido consolidado a persistência de um campo mais efetivo de presença, a realização da segunda etapa com a realização da exposição propriamente dita.
É neste sentido que o presente projeto de pesquisa está reunindo em suas imagens, um fragmento das trajetórias dos fotógrafos, os quais, através de suas imagens e temas, também se expõem em seus diferentes registros de negros, canais, lagoas e outras imagens periféricas.

12 comentários:

Unknown disse...

Parabéns pela iniciativa professor, mostra o quanto nossa Universidade ainda está viva!!!

João Lopes - 8º período de história UNEAL

Edson Bezerra disse...

...valeu João, obrigado pelas palavras.

Abraços.

Alexandre Antonio disse...

Parabéns Edson!
Esse projeto precisa ser mostrado para toda sociedade alagoana. É importante levar essa exposição fotográfica para os mais diversos campos da sociedade...
Leva para o público da UNEAL, UFAL, IFAL e as demais instituições...
A sociedade alagoana precisa sentir mais de perto sua cultura.
Essa é a Alagoas que deve ser valorizada e mostrada para todo o Brasil...
Parabéns!

Rafael Vieira disse...

É lindo ver as coisa de Alagoas, é lindo observar e divulgar as belezas desse estado que é o mais cultural do Brasil.

Parabéns professor pela iniciativa.
Isso engrandece cada vez mais o meu orgulho de ser alagoano.

Edson Bezerra disse...

..valeu Rafael pelas palavras generosas....

Chico Elpídio disse...

Feliz iniciativa, estávamos precisando de alguém para levantar o astral de nossa gente. Beijão

Edson Bezerra disse...

..e ai Chicão, tá lindo não está?
Abraços no coração.....

Gladyson disse...

Buscar outras perspectivas, criar outras abordagens, ter iniciativa de produzir e divulgar o novo é a tarefa por excelência da universidade. A exposição "outras imagens periféricas" nos traz exatamente isso, nos relembra o que é ser universidade. Chega de "mais do mesmo". de reprodução do pensamento europeu, devemos nos inspirar nessa iniciativa para fazermos o surpreendente, o diferente e o novo. Outra Alagoas é possível porque outra postura diante da vida alagoana é possível, e essa exposição é uma prova disso.

Edson Bezerra disse...

..valeu meu caro pelas palavras de incentivo. Espero que o nosso trabalho possa estar contribuindo para dar visibilidade de uma outra Alagoas "transfigurada" tanto para os nossos alunos, bem como ainda para os nossos colegas professores..

Abraços no coração.

Maria Luiza Russo disse...

BELO TRABALHO, SEMPRE! UM GRANDE ABRAÇO
Maria Luiza Russo

Lula Castello Branco disse...

O Manifesto Sururu ao que lembro começou com um 'cartão postal' onde a imagem do Zumbi substituiria a do Marechal Floriano Peixoto na Praça dos Martírios. Dali começou um movimento de resgate às origens iconográficas históricas da realidade 'marginal' da cultura implantada pelos poderes locais; do contra-movimento ao esquecimento e desleixo público de essências fundamentais da legítima História do povo alagoano. Com a persistência cívica de seu idealizador, o sociólogo/antropólogo Edson (Bananola) Bezerra, o MSrr tomou prumo, ganhou adesões, repercutiu nacionalmente. Mas esse movimento faz parte de um grande movimento que não pára, essa luta de ideais sublimes, referenciado na postura das raças submissas no colonialismo escravista e que persiste até os tempos de hoje. Nesse invólucro histórico, as essências naturais da geografia que permeia os fatos é a aura viva do conteúdo iconográfico que ilustram o MSrr, através da imagens, os sentimentos plenos dos que por ali habitaram. Assim me veja inserido a esse movimento, contribuindo com meu olhar. Ide ! Meu caro Edson. O caminho é esse. Um resgate necessário, fundamental para a construção de um Estado mais igualitário.

Abraço

Aparêncialdo disse...

O blog é referência nacional e internacional...sucesso professor!!